Eu me sinto tão pequenininha...

 

    O caminho sempre foi difícil, daqueles que dão medo, que faz tropeçar, que de vez em quando me mandava para o chão, em que muitos dos dias sequer dava para ver a luz. Eu me calei no trajeto inteiro, aceitei, abracei, deixei o conformismo me moldar. As lágrimas ainda estavam caindo, a dor ainda crescia, o medo foi se moldando, mas muito dele foi vencido. Eu cheguei onde eu achei que nunca pisaria, cumprindo a lista de afazeres, tentando incomodar o mínimo possível. Então me explica, por que eu ainda me sinto tão medíocre? 

    Essa história vai ser assim até o final? Vai ser colocada sob o objetivo de ser útil aos outros enquanto me machuco? Doação constante sem o sentimento de ser de fato útil, querida, amada...?

    Minha oração se tornou tão egoísta, com tantas reclamações e murmúrios... e eu não gosto disso. No final, estou sempre reclamando para Deus sobre as coisas que eu deveria reclamar com quem me faz mal. Consequentemente, vou deixando de ser a muralha forte que Ele me fez para assumir essa pequenez, essa coisinha que tem se perdido com a sequência inacabável de decepções. 

    Meu coração ainda é tão ingênuo, mesmo quando ando por caminhos ruins, quando penso estar sendo rebelde e ruim, tão ruim... mas é tão hilário. Eu faço-me piada, faço-me vergonha, faço-me ridicularização. 

    Deus querendo me fazer grande e eu aqui chorando a minha mediocridade. 

    Que cansaço! 

    Que cansaço...

    Perdão, Senhor. 

    Entretanto Pai... mostra mais uma vez que o seu amor me basta.

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